Reflexões do livro de Êxodo

Um coração que é compassivo com o que sofre

 "Não maltrate o estrangeiro, nem o oprima; porque vocês foram estrangeiros na terra do Egito. Não maltratem as viúvas nem os órfãos. Se de algum modo os maltratarem, e eles clamarem a mim, eu lhes ouvirei o clamor;" - Êxodo 22:21-23

 Entre outras qualidades, na Bíblia Deus é retratado como "pai de órfãos e defensor das viúvas" (Salmo 68:5), isto é, Ele é o verdadeiro defensor dos fracos e oprimidos.

 Órfãos e viúvas representam os desamparados, os mais fracos, os que precisam de amparo e Deus sempre se mostra favorável aos desamparados, que esperam somente nele.

 Por isso, no texto de hoje, o Senhor dos Exércitos, ordena aos israelitas que não maltratem nem oprimam o estrangeiro, pois já o foram no Egito, as viúvas, nem os órfãos.

 E mais importante: quando essas pessoas clamam a Ele, são ouvidas, o Senhor age e se torna seu Vingador pessoal.

 No Novo Testamento, especialmente no livro de Lucas, também os desamparados e desprezados são exaltados por Jesus: o samaritano, a viúva, os pobres em geral, todos são acolhidos pelo Mestre.

 Nos dias de hoje, o cristão deve ser conhecido pelo ensino correto, a sã doutrina. Porém, o que mais deve distinguir um seguidor de Jesus é seu coração cheio de compaixão pelo que sofre, como era o coração de Jesus, o amor prático de suprir as necessidades do carente, de dar a vida (não precisa morrer, é vivendo para o outro) pelos que necessitam.

 Finalmente, no Novo Testamento, há a regra de ouro ensinada por Jesus: "tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, fazei vós a eles" (Mateus 7:12).

 Sim, o verdadeiro cristianismo não é conhecido principalmente por seus discursos, mas por atitudes práticas no dia a dia que mostram o quando o seguidor de Jesus ama o que seu Mestre mais ama, as pessoas, tanto que desceu da sua glória e deu a sua vida por elas.