Reflexões do livro de Êxodo
Ajuntar tesouros na terra cheira mal
"Assim o fizeram os filhos de Israel. E recolheram, uns, mais, outros, menos, conforme a medida fixada. E não sobrava para quem havia recolhido muito, nem faltava para quem havia recolhido pouco, pois cada um recolhia o quanto conseguia comer." - Êxodo 16:17-18
O texto de hoje, sexta-feira, o último permitindo Deus, desta semana, é riquíssimo em ensinamentos do cuidado amoroso de Deus pelo seu povo.
Eles reclamaram da falta de comida, sentiram até saudades do Egito e o Senhor, pacientemente, os escutou e fez cair do céu o que ficou conhecido como maná, mais bem explicado no vs. 31.
A ordem de Deus é que recolhessem somente o suficiente para o consumo, pois era uma maneira de mostrar ao Todo-Poderoso a confiança que Ele no dia seguinte traria mais maná. Infelizmente alguns colheram a mais (já havia o "olho maior que o estômago" naquela época ou mesmo a falta de fé). Como consequência do recolhimento a mais, o maná apodrecia e cheirava mal.
Também a ordem de Deus era que colhessem em dobro na sexta-feira, pois o sábado era o descanso dos judeus, e assim não haveria o alimento caído do céu. Alguns incrédulos foram buscar maná no sábado, o que causou a primeira impaciência de Deus com o povo.
O maná é o princípio que no Novo Testamento Jesus chama de "o pão nosso de cada dia nos dai hoje" em Mateus 6:11, na oração do Pai nosso.
Sim, precisamos do pão diário e Deus promete que dará a todos, pois Ele abençoa a todos (Mateus 5:45), mas em especial àquele que busca o seu reino e sua justiça em primeiro lugar (Mateus 6:33).
Precisamos de pouco, muito pouco e assim devemos, como o maná, evitar acumular riquezas nesse mundo (Mateus 6:19), pois eles começam a cheirar mal e esse cheiro se mostra através da cobiça, da avareza, da desonestidade, da falta de generosidade que podem querer habitar nosso coração.
Assim, irmãos, que utilizemos bem as bênçãos de Deus, não somente para nós, mas para abençoar o próximo e também com sabedoria para não desperdiçarmos e faltar nos tempos de eventuais crises na vida.
E, principalmente, tenhamos a certeza: se o Senhor dos Exércitos é poderoso para nos suprir hoje certamente também o fará caso o amanhã exista.
O pão nosso de cada dia é tudo o que precisamos para sermos felizes, isto é, nossas necessidades básicas que generosamente o Pai celestial nos dá. A bíblia chama isto de contentamento (1 Timóteo 6:6-8).
E mais, não sejamos como Israel, reclamões, mas, sim, gratos ao nosso Pai por seu tão cuidadoso, generoso e bom para conosco. É por isso que no Novo Testamento não existe a exigência do dízimo, pois a nossa oferta é do tamanho de nossa gratidão e amor a Deus.