Reflexões do livro de Gênesis

Qual o sentido da vida ante a morte certa?

 

"Jacó lhe respondeu: — São cento e trinta anos de peregrinação. Foram poucos e maus os anos de minha vida e não chegam aos anos de vida de meus pais, nos dias das suas peregrinações." - Gênesis 47:9

 

Dos mais de 900 anos iniciais no livro de Gênesis, agora Jacó vive 130 anos e chegará aos 147 anos. Diferente de seu pai, Isaac, que viveu 180 anos e de se avô, Abraão, que chegou aos 175 anos.

 

Da eternidade que inicialmente existia no jardim do Éden, a vida humana vai diminuindo, passará para os 110 anos de José, 80 anos na época de Davi e vai caindo aos 30 anos nos séculos XVIII e XIX. E daí subirá até chegar aos 70-80 anos de nosso século.

 

A morte entrou no mundo com o pecado de Adão e Eva e desde então todos passam por essa experiência terrível. Não é de estranhar o quanto ela traz sofrimento, pois não fazia parte do plano original de Deus para nós.

 

No caso de Jacó, ao contrário de seu avô Abraão que a Bíblia diz que morreu em ditosa velhice, isto é, feliz velhice (Gênesis 24:8), Jacó reconheceu que seus dias foram poucos e maus, talvez, em grande parte, por viver inicialmente sem confiar em Deus, mais em sua esperteza, em sua força. Agora, no Egito, Jacó provavelmente reconhece que seus dias poderiam ter sido melhores.

 

Hoje não é diferente. Para viver dias melhores, com menos sofrimento, precisamos escolher viver confiando em Deus e seguindo os seus ensinamentos. A vida em abundância, isto é, com sentido, prometida por Jesus (João 10:10, é prometida às suas ovelhas, que ouvem a voz do Pastor e por isso podem ter dias mais felizes neste mundo.

 

Ao mesmo tempo, a felicidade dos seguidores de Jesus não se resume a esta vida, pois sabem que seu Senhor subiu aos céus, está preparando lugar para nós e seu desejo é que onde Ele estiver, estejam também seus seguidores (João 17:24).

 

Sim, somente com a força e os ensinos de Deus podemos viver dias mais felizes nesta terra, pois, em todos eles, podemos contar com a presença do Senhor. E uma felicidade maior ainda nos aguarda, aquela que os patriarcas desconheciam, a vida eterna ao lado de Deus.