Reflexões do livro de Gênesis

O exemplo de Judá, ancestral de Jesus, o leão da tribo de Judá

 

"Agora, pois, que este seu servo fique em lugar do jovem como escravo de meu senhor, e que o jovem volte com os seus irmãos." - Gênesis 44:33

 

A atitude de Judá prefigura a mesma atitude de seu descendente, Jesus Cristo. Judá talvez tenha sido, dos filhos de Jacó, o que mais demonstrou arrependimento pela maldade que tinham feito por seu irmão José.

 

Quando os filhos de Jacó resolveram matar José, foi Judá quem intercedeu por seu irmão para que não o matassem, mas vendessem como escravo. Claro que ali estava a mão de Deus.

 

Agora vemos um Judá mais velho, experiente, a impressão que passa pela história toda é que a atitude que tiveram com José o tocou profundamente e durante todos aqueles anos ele desejou poder reparar o erro cometido no passado. Desta maneira, como Jesus fez por nós, se oferece para ficar no lugar de Benjamim, como escravo, em razão do suposto furto que seu irmão mais novo tinha cometido.

 

O plano de José foi muito sábio, pois levou seus irmãos a terem um encontro com o passado e todos eles, não somente Judá, se mostram arrependidos, com a consciência pesada, não mais guardam os ressentimentos provocados pelo amor parcial do pai.

 

Judá nos faz lembrar dele, Jesus, o Leão da Tribo de Judá (Apocalipse 5:5), que com sua morte na cruz, comprou a todos nós, culpados por nossos pecados, porém, agora, uma vez arrependidos como Judá, podemos receber o perdão de Deus, como Judá e seus irmãos receberam o perdão de José.

 

Da mesma maneira que Judá, podemos nos tornar pessoas mais compassivas diante do sofrimento alheio e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para minimizarmos a dor do que sofre e intercederemos por todos os que vermos sofrendo em razão de seus próprios pecados.

 

O agir de Deus na vida de cada pessoa é maravilhosa e todos nós podemos ser instrumentos para que tenham a oportunidade de se arrependerem dos seus pecados e irem ao encontro do Todo-Poderoso.