Reflexões do livro de Provérbios

Cuidado com as palavras precipitadas
 
"Palavras precipitadas são como pontas de espada, mas as palavras dos sábios são remédio." - Provérbios 12:18
 
O provérbio de hoje trata do mesmo assunto do de ontem: a língua e a maneira como a utilizamos.
 
Acredito que deveríamos, antes de pronunciar uma palavra, verificar como estão nossos sentimentos nossas emoções, se eles não irão tornar nossas palavras "salgadas em excesso. Também pensar qual o efeito dessas palavras no outro. Será que, como pontas de espada, irão ferir, magoar, deixar ressentimentos, prejudicar ao invés de ajudar?
 
Sim, admiro muito pessoas que pensam antes de falar, que escolhem as palavras que vão dizer e, claro, caso digam algo impensado e inoportuno, pedem desculpas para minimizar o dano causado.
 
As pessoas que querem dar sua opinião em tudo, que falam, falam e falam, estão mais sujeitas a errarem. Aquela que modera, pensa antes ou, percebendo que sua palavra será inoportuna, se cala, essa errará menos.
 
As palavras dos sábios são remédio em razão de serem refletidas primeiro, objetivam soluções para os problemas surgidos. Como é maravilhoso num momento difícil ouvir uma palavra "temperada com sal" como diria o apóstolo Paulo (Colossenses 4:6).
 
Palavras que acusam, menosprezam, manipulam, zombam, insultam ou condenas, palavras carregadas de ironia e sarcasmo devem ser evitadas, pois quase sempre irão servir como veneno, não como o remédio que o provérbio de hoje cita.
 
"Mas a língua ninguém é capaz de domar; é mal incontido, cheio de veneno mortal." - Tiago 3:8
 
Por isso, a cada dia, ao levantar, nossa oração deve ser a do salmista: "Põe guarda à minha boca, Senhor; vigia a porta dos meus lábios." - Salmos 141:3
 
Que neste dia, o dia inteiro, o que sair dos nossos lábios seja para edificar, ajudar, corrigir com brandura e sirva como remédio para curar as feridas emocionais que nosso próximo por acaso tenha.